Dez da noite. Eu posso me sentar na cama acompanhada do meu gatinho lindo e de um delicioso e exuberante pedaço de bolo de chocolate. Posso comê-lo devagar e sossegada, apoiar o laptop nas pernas, relaxar e surfar pela net. Posso perder tempo lendo besteiras. Tudo porque o Lukinha cresceu. Saldo de quatro meses: 7, 340 kg, 64 cm e não sei quantos mil voltz de curiosidade e bom humor, graças a Deus.

Ele já aprendeu o que signifca rotina. Sabe que quando está claro pode brincar com a mamãe e quando está escuro é pra sonhar com os anjinhos. Dorme às 21h00 e só acorda às cinco da manhã, isso quando não tem pesadelos, sente saudades da chupeta ou quando o estomagozinho ronca. Aconteceu algumas vezes de ele acordar às 3 da matina e ficar resmungando com o bichinho de pelúcia dele. Aí, o melhor a fazer, é não deixar que o resmungo aperte o botão da sirene, porque aí o bicho pega pra valer. E às três da manhã o bicho pega feio mesmo. Então eu prefiro evitar e dar o abençoado leitinho. Normalmente quando ele termina de devorar o leite, dá sinais de agitação, querendo brincar, interagir comigo através da sua linguagem peculiar, mas de madrugada não pode. Nem deve. Então, eu fico como uma estátua muda, e faço telepatia com ele: “é pra dormir menino, é pra dormir menino, é pra dormir menino!”, engolindo a vontade de rir, até que ele capota.

Durante o dia o Lukinha é a curiosidade em forma de bebê. Ele não pára com os olhinhos, atento a tudo o que acontece à sua volta. Ele brinca, dá muitos gritinhos estridentes e coloca as duas mãos na boca, mas não sem antes brincar com elas. Quando está no trocador, dá pedaladas e quando está irritadinho me belisca. Está babando, mas ainda não há sinais de dentes. Quando toma banho já consegue chutar água e molhar a mamãe e o coitado do Dicker, que insiste em ficar por perto. Adora brincar de esconde-esconde comigo. Eu converso um bocadinho com ele, depois escondo o rosto na toalhinha dele e pergunto: “cadê a mamãe?”. Aí eu tiro a toalhinha e digo com cara de bolacha amassada “Achôôô!!”. Nossa, como ele acha graça nisso!

Tirando a hora de tomar vacina, o resto é pura alegria pro Lukinha. Ele ri ao escutar a voz do papai quando chega do trabalho, quando vê outras crianças brincando no parquinho, quando ouve a música do chinês da Adriana Partimpim, quando encara o ursinho marrom, quando passeia de carrinho, quando se vê no espelho…Ah, se eu contar mais vai ser cansativo.

Hoje ele provou pela primeira vez o gosto de uma papinha de cenoura. Pra minha surpresa, ele gostou da novidade e – só pra variar – riu muito com a boca suja e acabou melecando todo o colo da mamãe.

Acho que daqui pra frente o que lhe reserva é isso mesmo: descobertas e eu só espero que o bom humor não o abandone.

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