germany1_blog.jpgA parteira esteve aqui. Foi escolhida no “une – dune – tê” de uma lista de parteiras que nos foi dada quando visitamos o hospital. É praticamente nossa vizinha, mas chegou quarenta minutos atrasada. Não, não pense rápido. Ela não é brasileira, ainda que pareça. A mulher é simpática, tem jeito de “mãezona” e fala pelos cotovelos, embora não tenha dito nada que já não fosse do meu conhecimento. Também é atenciosa, não olhou nenhuma vez para o relógio (o que me fez entender o motivo do atraso), detalhista e tem um ótimo humor.

Chama-se Sonja (diga Zonia), mas ficamos no tratamento formal do Frau aqui, Frau ali. Quem sabe com o tempo poderemos nos tratar por você, já que ela repetiu várias vezes que me acompanharia em tudo, menos na hora do parto (?). Percebi que ela gosta de fofocar sobre o comportamento das mamães, mas é bastante discreta e nunca cita nomes. Deu dicas sobre o parto, pós parto e como cuidar e economizar com o bebê.

Uma das coisas, aliás, que ela não aprecia são os comerciais da Pampers. Isto porque ela não aguenta mais ouvir as mamães repetirem o refrão do marketing televisivo “für mein Baby nur das Beste” (pro meu bebê só o melhor). Claro que todas as mães querem o melhor para os seus filhos, mas trocar a marca da fralda não significa que estes vão receber o pior daquelas. Ela foi taxativa: “o fato de se comprar uma fralda mais em conta não significa exatamente baixa na qualidade. Fora que não há como controlar o intestinozinho dos bebês, não é mesmo?”. Tudo isso falado assim: sem vírgulas, ponto, pausa, respiração, nada.

E continuou: “Veja a senhora, a mãe está trocando a fralda, limpa tudo, deixa o bumbum cheirozinho e começa a prender a fita adesiva, quando de repente vem um blach%$&*eca de novo!! São várias trocas por dia, resultando em não sei quantas por semana e dando um total de x + y = z por mês!”. Tive que rir. Olhei pro Martin, na esperança de encontrar um cúmplice, mas ele, com ar de sério, só sabia balançar a cabeça confirmando com “genau, genau” (exatamente, exatamente). Ela finalizou (em termos) com uma frase bombástica que, creio eu, influenciou sobremaneira nossa decisão: “Gastem vosso dinheiro com uma viagem!”

Isso é só uma pequena parte da visita que durou duas horas. Ela seguiu dando mais exemplos , tais como marcas de banheira, roupinhas, toillete, aparelhos de amamentação, etc., mas nem precisava. O senhor pai do Luka a-d-o-r-o-u a Sonja e eu acho que vamos ficar com ela mesmo.

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