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É comum, nos dias de outono, eu e Martin passarmos mais tempo em casa, gastando umas horinhas no sofá, com o Dicker esparramado em um dos cantos a nos roubar uma parte do cobertor. Porque às vezes acontece de o sol desaparecer por completo e ficar dias sem dar o ar da graça. Então imagina, um friozinho agradável, o céu cinza, as árvores ficando peladinhas, as folhas amarelas cobrindo o asfalto…o que é que sobra? Só mesmo o convite para um chazinho quente e um bate-papo descompromissado no aconchego do lar. Ano passado estávamos assim, em um destes dias de outono, conversando sobre o tudo e o nada e em como seria lindo se tivéssemos um filho ou uma filha ou os dois, para poder sair para passear com eles empacotadinhos de pullover e luva e cachecol e, assim, fugir um pouco destas nossas tardes lânguidas. Sonhávamos!

O outono deste ano chegou. Na ausência do sol, nós ainda nos sentamos no sofá e o Dickerbild-110.jpg permanece roubando espaço e cobertor. O que mudou foi o rumo das nossas conversas, pois com as intromissões – entenda-se chutes, socos e reviravoltas – do Luka fica impossível levar um tema até o final. Começamos falando abobrinha e terminamos no Lukinha: como ele será,, se ele vai ser chorão ou brincalhão, dorminhoco ou não, o que ainda precisamos comprar e…como pagar?

Agora falta pouco, quase três meses para a melhor parte do nosso sonho se tornar realidade. Depois, mais um pouquinho de meses e pronto: eu e Martin e um outono com bebê pra passear.

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