pastel.jpg Esta 17ª. semana começou maravilhosamente bem. Sinto-me mais disposta e até já recomecei a traduzir as cartas do Plan International. A azia, pelo que tudo indica, foi-se, mas, para o meu desagrado, deixou um convite para a insônia me fazer companhia noite a dentro. Eu, que era daquelas “deitou, dormiu”, tornei-me um zumbi e não há chazinho, banho morno nem leitura excitante que me ajude . Conto carneirinhos, jumentinhos, sapinhos, jacarezinhos e nada do sono chegar. Como não gosto de olhar para o teto, fico reparando como Martin e Dicker dormem: emboladinhos. Dá uma inveja danada do sono deles!

Quando consigo adormecer já são 5 da manhã e o sono chega quebrado e recheado de sonhos. Outro dia, sonhei que haviam roubado minha barriga. Eu olhava pra baixo e não a via, a alisava, mas a sensação de acariciar bola de vôlei tinha desaparecido totalmente. Comecei a gritar “Mãe, me ajuda, mãe, me ajuda” até que acordei com lágrimas nos olhos, confusa e ao mesmo tempo feliz por perceber que a bola continua aqui, esférica como deve ser.

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Uma das coisas que mais me está impressionando ultimamente é a conexão “deixa que eu te dou”, “deixa que eu te empresto” que está se formando à nossa volta. Basta alguém saber que estamos grávidos para se prontificar a dar ou emprestar algum dos muitos utilitários que circundam o universo gestacional e maternal. Isto porque sempre tem alguém que fala-de-experiência-própria, que comprou determinada coisa e só a usou por dois meses minguados. Daí que é observando a experiência dos outros que não negamos generosidade. Quer dar? Dê!

Um dos presentinhos, aliás, que eu e o bebê adoraríamos ganhar é CD infantil. É que, estando fora do Brasil, fica difícil lembrar de musiquinhas para criança e, pelo que li, seria bom se eu escolhesse, desde já, uma linda canção, já que o bebezinho a partir da próxima semana já poderá escutar muito bem o que se passa neste nosso mundo exterior. Será que alguém vai se habilitar?

A propósito de música, aprendi que bebês não gostam de músicas melancólicas. Ouvir música clássica é aconselhável, mas o melhor é escolher compositores como Vivald e Mozart que são mais alegrinhos. Hoje nós escutamos muitas musiquinhas do “Palavra Cantada”. Não sei se ele gostou, mas algumas me fizeram tão bem que eu fiquei dançando na sala enquanto Dicker me servia de platéia com os olhos arregalados.

Pensando bem, não é pra menos que ele tenha se espantado com a minha alegria. Pra quem sempre escuta o papai cantar em alemão a meiga musiquinha do gato que saiu na neve e voltou pra casa com botas brancas, ouvir sair do stéreo o som de crianças cantando que “atiraram o pau no gato, mas o gato não morreu”é realmente assombroso.

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versão politicamente correta do “atirei o pau no gato”

“Não atire o pau no gato – to

porque isso – so

não se faz – az – az

o gatinho – nho

é nosso amigo – go

não devemos maltratar os animais

MIAU!”

 

 

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