mutterpass.jpgContinuo com os meus 54 kilos. A barriga cresce a olhos vistos, mas meu peso permanece igual. Isto me preocupa um pouco, apesar de ler e ouvir dezenas de conselhos de que não há nada de anormal comigo. Só estou mesmo fora das estatísticas. Parece que a azia finalmente está seguindo seu caminho e procurando outra grávida para apurrinhar a vida – oh alívio angelical – e estou curiosa para saber se é ela que está atrapalhando meu apetite. Se sim, então vaja con Dios!

Não deveria ficar aliviada com a despedida da azia. Não sei nem porque reclamei tanto dela. Se eu não tivesse tido azia e enjôos, teria, com certeza, telefonado para médica todo dia para saber se está tudo bem. É aquela coisa de mulher que não sabe o que quer: se tem reclama, se não tem, reclama da mesma forma. Portanto, obrigada azia por me fazer companhia durante estes quatro meses.

Fomos ao clube nadar. Vesti um maiô preto e fiquei me olhando no espelho antes de sair de casa. Até que não fiquei esquisita dentro dele, mas Martin diz que estou engraçada, caminhando feito uma pata. Fiquei reparando se isto é verdade e não é que ando mesmo com a barriga esticada pra frente e as pernas na posição de ponteiros de relógio que indicam dez para a uma! De qualquer forma, quando estou nadando, ele, nem ninguém, percebe que tem uma pata na piscina, isto até eu soltar um quá quá no ouvido dele 😉

diario.jpgO bebê, há semanas, deixou de ser embrião para tornar-se feto e eu comecei a escrever um diário para ele. Quero muito saber o sexo dele de uma vez porque, assim, impede que eu o trate como “querido feto” sempre que começo um novo parágrafo.

Como saiu um sol exuberante (aleluia!), fomos ao parque passear. Voltei cheia de picadas de mosquito e espero que elas não tragam consequências negativas para o bebê. Liguei para a médica, mas quem atendeu foi a maquininha falante. Claro, sexta-feira na Alemanha é um dia meio morto. Trabalho, para alguns, só até o meio-dia. Vidão, não é? Fiquei e ainda estou super encanada com as picadinhas, que, coitadinhas, nem coçar, coçam e já me debrucei na internet à busca de informações. Como sempre, Martin diz que eu penso demais, que eu pesquiso demais, que eu me deixo impressionar demais. Talvez ele tenha razão.

O que acontece, no entanto, é que, desde maio, vivo em função desta barriguinha. Às vezes curvo-me e a abraço toda, como uma forma de dizer pro bebê que estou fazendo de tudo para protegê-lo do mundo aqui fora. Pode parecer exagero de gestante, mas a responsabilidade que está pesando aqui nos meus ombros é imensa e eu quero fazer a minha parte direitinho. Ser mãe é cuidar do filho desde a concepção. Portanto, se o meu papel é cuidar do bebê, então quero cumpri-lo direitinho. Não quero ser mamãe relapsa, mas também não quero me tornar uma perfeccionista obsessiva. Por isto, agradeço a Deus pelo marido que me deu, que coloca um freio nos meus medos gigantescos.

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