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Se alguém prevesse e me contasse o que iria acontecer comigo este ano eu não iria acreditar. Primeiro, porque sou incrédula por natureza, segundo, porque o acontecimento em questão não estava sendo um tema fácil de se lidar e pedia mais do que uma simples previsão ou otimismo. Mas o nosso tempo não é o tempo de Deus. E acabou que o que era imprevisível e improvável tornou-se real e hoje me encontro assim, agradecendo ao papai do céu pelo anjo que ele nos mandou e que está muito bem acomodado aqui na minha barriga.

Ele veio inesperadamente, tão inesperadamente que eu custei a entender o que estava se passando dentro do meu corpo. Só me dei conta de que poderia ser um bebezinho quando estava na 6a.semana e, mesmo assim, apesar dos testes, ainda ficava me perguntando se não teria entendido errado o que a médica disse ou se não seria o caso de uma uma gravidez psicológica. Pura bobagem.

gravidablog1-kopie.jpgFato é que já estou na 15a. semana (quando eu poderia imaginar que algum dia diria isto?) e vivo a contar, não os dias, mas as semanas, que por sinal demoram uma eternidade para passar. Na verdade, as semanas e os dias continuam correndo como sempre. Eu é que ando inquieta para revê-lo na telinha do ultrasom e perguntar para a médica se tudo está correndo bem.

Enquanto espero, adoro dizer que estou grávida ou schwanger. Já não tenho mais medo de soltar isso aos quatro ventos. Deixei de ser Tomé. Não sofri e não estou sofrendo com vômitos, mas aquelas outras inquietudes de mulher grávida apoderaram-se de mim de uma tal forma que às vezes sinto-me como uma velhinha capenga: cansada, sonolenta, com uma azia insuportável e tirando água do joelho com uma freqüência matemática inacreditável.

Além disso, descobri e quero anunciar que o conhecido “desejo de grávida” é lenda. Não senti e não sinto vontade de comer nada de extravagente, do tipo pedra com açúcar ou alface com leite condensado. Gosto sim de comer tomate e azeitona, provavelmente por causa da abençoada azia, fora isso, nada de excepcional. Cozinhar, obviamente, é um suplício por causa do cheiro dos temperos, mas não posso me dar o luxo de encomendar lanchinhos no restaurante todos os dias. Martin faz o que pode. Ele até se esforça na cozinha e há dois cardápios que ele executa perfeitamente. Mas são só dois e a semana tem 7 dias!

A fase crítica e de risco – denominada primeiros três meses – está quase virando história para meu alívio e o do papai. Não engordei nada ainda, mas já se nota uma barriguinha sobressalente. Estou muito orgulhosa dela!

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Dicker, se gostou ou não da novidade, não deixa transparecer. Continua o mesmo gato carinhoso e comilão, mas discreto de sempre. Não acho que teremos problemas, pois meu amor é dividido em partes iguais. Cada um dos três recebe a sua quota.

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